O governo da China negou formalmente as acusações de trabalho forçado feitas pelos Estados Unidos e criticou a proposta de novas tarifas comerciais. A medida americana atinge cerca de 60 países, incluindo o Brasil, que também foi mencionado em uma lista divulgada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR).
De acordo com a investigação americana, esses países falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Como resposta, Washington propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos dessas nações.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou em coletiva de imprensa que "não existe o chamado trabalho forçado na China" e que o país se opõe ao uso disso como "desculpa para manipulação política". A China também rejeitou tarifas unilaterais como instrumento de pressão comercial.
O Brasil foi incluído no grupo de países que poderão enfrentar a sobretaxa, ao lado de China, Índia, Japão, Reino Unido e Coreia do Sul. O relatório americano aponta que o Brasil não possui mecanismos eficazes para impedir a importação de produtos fabricados com trabalho forçado em outras nações.
A proposta ainda não entrou em vigor. O governo dos EUA receberá contribuições públicas até 6 de julho e realizará audiências no dia 7 de julho antes de decidir sobre a implementação das tarifas. Enquanto isso, países como Alemanha e França disseram não se sentir afetados, e a União Europeia classificou as tarifas como "injustificadas".
Para o trabalhador brasileiro, o cenário de tensão comercial entre as maiores economias do mundo pode gerar impactos indiretos, como variação no câmbio e nos preços de produtos importados. Acompanhar esses desdobramentos é importante para quem busca se manter informado sobre o mercado de trabalho e a economia.
Fonte: G1 Economia
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