Mulheres no Espírito Santo estão transformando a criação de abelhas em negócios lucrativos e conquistando independência financeira. O que começou como hobby para algumas se tornou uma nova profissão, gerando renda com mel, cosméticos e produtos naturais.
A história de Kátia dos Santos, conhecida como Kátia Abelha, mostra essa transformação. Após sofrer um choque anafilático por uma picada de abelha, ela passou por dois anos de tratamento, mas não desistiu. Hoje produz cosméticos artesanais com mel e própolis e dá cursos em todo o Brasil. "Se eu não fizesse tratamento, seria inviável. Fui persistente. Tem que gostar", conta.
Assim como Kátia, outras profissionais de diferentes áreas encontraram nas abelhas uma nova chance. A analista de sistemas Luana Pimentel, a advogada Eva Pires Dutra e a fisioterapeuta Giovana Branco investiram em capacitação e criaram negócios ligados à apicultura e à meliponicultura.
Giovana Branco, por exemplo, superou o esgotamento profissional montando uma empresa de apicultura. Seu mel conquistou o terceiro lugar em um concurso nacional durante o Congresso Brasileiro de Apicultores em Florianópolis. "Foi um orgulho enorme. A gente concorreu com produtores do Brasil inteiro", afirma.
O impacto vai além dos produtos vendidos. As abelhas também contribuem para a agricultura, especialmente nas lavouras de café conilon. Segundo a Cooabriel, a presença de apiários aumenta a produtividade e gera uma segunda fonte de renda para os agricultores capixabas.
O Sebrae destaca que a capacitação é essencial para transformar um hobby em negócio estruturado. "O empreendedor passa a enxergar o negócio de forma mais estratégica e identifica oportunidades que antes não via", explica o analista Daywidson Stabenow.
Para quem busca uma renda extra ou uma nova carreira, a apicultura e a meliponicultura oferecem oportunidades reais. Mel, própolis, pólen, cera e geleia real são apenas algumas das possibilidades de comercialização. Com dedicação e conhecimento, é possível transformar uma paixão por abelhas em um negócio sustentável e lucrativo.
Fonte: g1 ES
Foto: Kawê Rodrigues via Pexels