O mercado de trabalho brasileiro encerrou o ano de 2025 com marcas históricas e motivos para otimismo. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo IBGE, o país atingiu o recorde de 103 milhões de pessoas ocupadas.
A trajetória de queda no desemprego foi constante ao longo de todo o ano. A taxa média anual, que era de 6,6% em 2024, recuou para 5,6% em 2025. Esse é o menor nível registrado desde o início da série histórica, iniciada em 2012. Em números absolutos, isso significa que cerca de 1 milhão de brasileiros deixaram a fila do desemprego no último ano.
O que impulsionou esses números?
De acordo com Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas do IBGE, esse movimento não foi causado por pessoas desistindo de procurar emprego, mas sim pela expansão real das vagas. O setor de serviços foi o grande protagonista dessa melhora.
Além do aumento nas contratações, o bolso do trabalhador também sentiu um reflexo positivo. O rendimento médio real foi estimado em R$ 3.560, uma alta de 5,7% em comparação ao ano anterior.
Destaques do ano de 2025
Setor Privado: O número de empregados com carteira assinada chegou a 38,9 milhões, um novo recorde.
Massa de Rendimento: A soma de todos os salários do país atingiu R$ 361,7 bilhões, crescendo 7,5% em um ano.
Informalidade em queda: A taxa de informalidade caiu de 39% para 38,1%.
Subutilização: O índice de pessoas que poderiam trabalhar mais ou estavam disponíveis caiu para 14,5%, o menor da série.
Comparativo Histórico e Pandemia
Para entender a importância desses dados, basta olhar para o período da pandemia. Segundo o IBGE, nos anos de 2020 e 2021, a taxa de desemprego chegou a picos de 14%, com 14 milhões de pessoas desocupadas. Em 2025, o nível de ocupação da população em idade de trabalhar alcançou 59,1%, superando até mesmo o índice de 2012, que era de 58,1%.
Sinergia com os dados do Governo Federal
Os números da Pnad Contínua estão em sintonia com o Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego. Segundo o portal do Ministério, o Brasil fechou 2025 com um saldo positivo de 1,27 milhão de novos empregos com carteira assinada. Desde janeiro de 2023, o país já soma mais de 5 milhões de vagas formais criadas.
No último trimestre de 2025, os setores que mais contrataram foram o comércio (com destaque para vestuário e calçados) e a administração pública.
"A valorização do salário mínimo influenciou o ganho de rendimento nos segmentos de atividades mais elementares e menos formalizadas", afirmou Adriana Beringuy, reforçando que o crescimento da renda atingiu a população ocupada como um todo.